Entrar em psicoterapia é, muitas vezes, um acto silencioso de coragem. Um movimento interno que nasce de uma inquietação, de um mal-estar persistente ou da sensação de que algo não está bem, mesmo quando tudo “parece” estar.
Antes da psicoterapia, é comum vivermos estagnados em padrões que não compreendemos, repetir histórias que nos magoam ou manter relações que nos esvaziam. Pode haver sofrimento, solidão, ansiedade, medo. Existem perguntas que se acumulam, emoções que se escondem, que se mascaram, feridas que não se conseguem traduzir e compreender. Neste “antes”, muitas vezes, carrega-se o mundo às costas, sozinho.
Depois da psicoterapia, o que muda? Nem sempre é visível a “olho nú”. Mas por dentro, há um processo de mudança a acontecer, subtil e profundo. Começa-se a perceber de onde vêm certos sentimentos, a reconhecer dinâmicas internas, a colocar em palavras o que antes era apenas sintoma. Depois (e na) psicoterapia, encontra-se espaço para sentir, pensar, escolher.
O “depois” não é um ponto final. É um processo contínuo de descoberta e de transformação. É o resgate da autoria da própria história. É a possibilidade de construir novas formas de estar consigo e com os outros.
A psicoterapia não apaga o passado, não é esse o objectivo. A psicoterapia permite compreender o passado de forma diferente, com outras lentes; e, a partir daí, criar novas possibilidades de futuro.
Caminhamos juntos?

