Vivemos tempos em que o esgotamento se tornou quase banalizado. Dizer “estou cansado” faz parte do dia-a-dia. Mas há uma diferença profunda entre o cansaço físico — resolvido com uma boa noite de sono, um fim-de-semana de pausa, um momento de lazer — e a exaustão mental.
A exaustão mental instala-se de forma mais subtil. Não é apenas um corpo sem energia; é uma mente saturada, sem espaço, sem tempo. Pode vir acompanhada de irritabilidade, dificuldade em concentrar-se, insónias, sensação de que “tudo é demais” ou até de um certo desligamento emocional.
Este estado pode ter múltiplas origens: excesso de responsabilidades, pressão constante para corresponder a expectativas (próprias ou alheias), ausência de pausas verdadeiras ou o silenciamento continuado e persistente de emoções que não são acolhidas.
Na psicoterapia, procuramos compreender não só o que esgota, mas como e porquê isso acontece. Quais as dinâmicas internas que nos mantêm nesse ciclo de exigência? Que partes de nós estamos a sacrificar em nome do desempenho, do cuidado aos outros ou da tentativa de controlo?
Saber distinguir cansaço de exaustão mental é um passo importante. E pode ser o início de um caminho de escuta mais profunda de si.
Vamos juntos?

